sábado, 2 de fevereiro de 2008
My World
Vivo dentro do meu próprio mundo, onde as regras do jogo são claras e ninguém me faz de idiota. Onde sou sempre a vítima das pessoas más que me odeiam. Nesse mundo sou junkie, puta, sonhadora, bipolar, violenta. Sou tudo o que quero ser, quando desejo sê-lo. Porque o mundo lá fora é escuro e tenebroso. Nele, não tenho controle sobre nada nem ninguém. O livre-arbítrio se manifesta como o vírus ebola e eu só posso observar. Observar de longe, por puro medo de entrar. Medo das conseqüências. Medo estúpido que me priva de tudo, até de uma simples brisa de maconha. Talvez eu tenha problemas e não queira admitir, ou talvez eu só goste da dor, de ser espectadora. Mas não sei se tenho capacidade de mudar. Live fast, die young? Não pra mim.
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