segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Sem filosofar hoje...
Tô triste, desde ontem à noite. Não sei porque ontem eu fiquei triste, mas chorei a madrugada inteira. Hoje é culpa da minha mãe, claro.
Era pra eu ter acordado nove da manhã para irmos ao mercado, mas não aguentei e dormi até às onze. Isso foi o suficiente pra ela parar de falar comigo. E o problema é que ela pára de falar, não me deixa comer nada (sim, não DEIXA) e eu tô no PC, sozinha, quieta, com frio e fome. E quando ela veio falar comigo há alguns minutos atrás, só me deu patadas.
Porra, o mercado é 24 horas, a gente poderia muito bem ter ido. Por que precisa ser nove da manhã? Enfia no cu esse drama todo.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

My World

Vivo dentro do meu próprio mundo, onde as regras do jogo são claras e ninguém me faz de idiota. Onde sou sempre a vítima das pessoas más que me odeiam. Nesse mundo sou junkie, puta, sonhadora, bipolar, violenta. Sou tudo o que quero ser, quando desejo sê-lo. Porque o mundo lá fora é escuro e tenebroso. Nele, não tenho controle sobre nada nem ninguém. O livre-arbítrio se manifesta como o vírus ebola e eu só posso observar. Observar de longe, por puro medo de entrar. Medo das conseqüências. Medo estúpido que me priva de tudo, até de uma simples brisa de maconha. Talvez eu tenha problemas e não queira admitir, ou talvez eu só goste da dor, de ser espectadora. Mas não sei se tenho capacidade de mudar. Live fast, die young? Não pra mim.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Felicidade

Não acho certo alguém falar "Eu sou uma pessoa feliz". Felicidade é um estado, é momentânea. Dizer "Eu sou ambiciosa (o)" é uma coisa, é uma qualidade que muito dificilmente será mudada. Felicidade você tem quando ela resolve aparecer. Eu fico feliz com freqüência, tento aproveitar as pequenas coisas da vida, como pisar em folhas secas para ouvi-las fazer "crec". Mas estou longe de ser feliz, pois descobri, recentemente, que tenho um lado depressivo e pessimista muito acentuado. Mas também não sou triste. Nem normal, pois tento ao máximo evitar isso. Anything but ordinary, please.
Mas acho também que se uma pessoa se denomina feliz, então quer dizer que sua vida acabou. Porque todos passam a vida correndo atrás da felicidade total, e se você conseguiu achá-la, então não tem que fazer mais nada na vida. Acabou.

Amizade

Amizade é assunto clichê, mas se é, então tem verdade por trás disso. Porque amizade é tudo numa vida. Amizade é preciso com amigos, familiares e relacionamentos amorosos. O que seria de um casal se só houvesse o sexo e nenhuma outra coisa em comum? Sem cumplicidade?
No meu caso, na família só meu pai é meu amigo, e eu não tenho problemas com isso. Não o vejo com freqüência, mas sempre penso: "Nossa, meu pai ia achar super engraçado".
Ter amigos é ter quem cuide de você e ter alguém pra cuidar. É ter alguém pra te ouvir e pra falar. É ter em quem pensar, de quem rir, pra quem chorar. É até mesmo alguém para se peidar na frente e não ter pudor nenhum disso. É ter alguém que te dê uns tapas merecidos e ter alguém que te acorde para a situação, se por acaso você estiver no mundo da lua.
Amizade é, acima de tudo, essencial, pois até de nós mesmos temos que ser amigos, senão a vida não vale a pena.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Nada, realmente

É engraçado. Quando eu quero ter uma coisa, faço o que faço e a consigo. Mas quando a tenho, enjoo fácil.
Um exemplo bobo, mas que ilustra bem: Ontem eu estava morrendo de vontade de comer doce. Eu via comunidades no orkut e babava. Como não tinha nada em casa e estava muito tarde pra sair e comprar alguma coisa, resolvi fazer arroz doce, que era o único doce que dava pra fazer com o que tinha em casa. Fiz uma panela inteira. Comi pra caramba e saciei a vontade. Guardei na geladeira e agora não aguento mais olhar pra ele. Estou com uma tacinha esquecida aqui do meu lado. Tentei comer um pouco, mas não desceu.
Foi a mesma coisa quando cismei que eu queria Farinha Láctea. E é sempre assim com coisas mais importantes da vida.
Acho que isso comprova que não é a chegada que importa, mas sim a estrada. Pelo menos no meu caso.


"Life's a journey, not a destination." - Steven Tyler

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Mulheres no Rock

Parece que eu sempre saio em defesa dos injustiçados. Pessoas como Nancy Spungen, Yoko Ono e, principalmente, Courtney Love.
Todos dizem que as mulheres citadas são putas, que acabaram com as bandas de seus companheiros, e coisas do tipo, mas acho isso muita ingenuidade. Nos três casos as drogas, problemas internos e perturbações dos membros da banda estavam à flor da pele. Elas talvez tenham sido o estopim para o final, mas não acredito que tenha sido culpa única e exclusivamente delas. Claro que mulher atrapalha um pouco as bandas, pois já vi com meus próprios olhos algumas namoradas falando coisas como: "Você é muito melhor do que eles", "Eles não estão te dando espaço" ou "Se você não me der mais atenção, está tudo acabado", mas essas são só groupies disfarçadas.
Quando a mulher gosta mesmo, entende. Eu sou mulher de músico e sei como é difícil ficar sozinha em casa enquanto ele está tocando, sei como é às vezes ser deixada de lado pelo instrumento dele (no caso, baixo), mas eu entendo completamente. Por isso que mantenho uma vida separada, com as minhas coisas e meus hobbies. Ele tem que se dedicar à música, e ele ama o que faz, então quem sou eu pra falar merda?
Só acho que, se por acaso a banda não gosta da mulher do cara e usa isso como desculpa para acabar com o grupo, alguma coisa errada tem. Criancice? Medo? Vergonha? Não sei, mas não adianta botar a culpa nos outros.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

(in)tolerância religiosa

Dia 21 de janeiro foi dia mundial da religião. Nos jornais televisivos foram feitas matérias com membros de religiões diferentes, todos falando que é preciso ter respeito, que nenhuma religião é a certa, as pessoas podem acreditar no que quiserem. Mas do que adianta todo esse falatório? Nos 365 dias do ano é só piadinhas e ofensas, e em um (365+1 porque é ano bissexto)é "vamos respeitar o próximo. Todos (inclusive eu) falam mal de alguma religião. No meu caso não é por maldade, é só porque eu acho ridícula a devoção de certas pessoas. Mas eu comento isso com pessoas que compartilham da mesma opinião que eu e que são de minha confiança. Eu não vou na TV falar que isso é bom ou ruim, não estou em nenhuma comunidade no Orkut do tipo "Eu odeio a religião tal" e nas comunidades da minha religião, eu nunca xingo nunguém. Prefiro não falar nisso.
Falo mal, acho que as outras religiões estão erradas, que tudo o que eles acreditam é baboseira, mas respeito. Eu não entro em igrejas com uma cruz invertida e o número 666 desenhados na testa, não grito em orelha de monges budistas, não fico gritando "que jesus te ilumine" pra satanistas e não grito "socorro, é o bin laden" para muçulmanos e etc. E eu gostaria MUITO que as pessoas parassem de dizer coisas como "mas você vai pro inferno", "tem que ir pra fogueira", "salve a santa inquisição".
Porra, não gosta, acha que eu vou pro inferno, que pentagrama é o símbolo do capeta? Benza-se em água benta e me deixe em paz. Cada um com a sua religião e ponto.



Meio sem nexo, mas tá bom pra quem está acordada há 30 horas.